“Compor, inventar, ter idéias, não pôr arte no pedestal e se divertir com isso. Mais idéias e menos deslumbramento. Histórias da gente comum da rua e da vida (sem moralismo, ufanismo, que aumentou a fé em Cristo, ou que é exemplo de vida... não quero fazer apostila educativa, quero inventar história), sem paixonite desesperada e invariável, causos da vida e esquisitices no som, talvez, por que não...?”
Butantã - ZO
6 anos
Diversão
Cavaco e bandolim sem captadores e surrados, ganzá de lata e caixa de fósforos, um agogô e um tamborim. Toco o cavaco, mas se aparecer alguém pra assumir esse aí, eu posso me mudar pro bandolim.
Usar o samba de base mas também usar outros ritmos brasileiros (se for o caso), dar uma pesquisada em sons antigos, discutir o uso do ritmo em diferentes épocas, trocar sugestões de coisas pra ouvir, aprender e buscar uma sonoridade que fuja daquele samba de bate-estaca-de-surdo que impera hoje. Por uma música brasileira mais arisca no ritmo e menos conservadora. Quem sabe, fazer uns arranjos locos pros intrumentos de corda? Ou talvez usar duas vozes, fazer uma mistureba também no vocal? Dar mais brecha pra percussão improvisar, talvez. Mil coisas...
Eu gosto de Cartola, Adoniran, Ataulfo, Noel, Ismael, mas não tento compor como eles. Se tentar copiar, sai ruim; melhor ouvir.